7 CONCEITOS DE OURO SOBRE O INVESTIMENTOS
O investimento, em macroeconomia, é a despesa em bens e serviços que serão utilizados futuramente na produção de outros bens e serviços. Também designado por formação bruta de capital, o investimento faz aumentar os recursos produtivos de uma economia e, portanto, as suas possibilidades de produção.
O investimento
está na génese do crescimento e do desenvolvimento da economia.
Investir significa abdicar de consumir no presente em troca de um aumento da
capacidade produtiva, que irá possibilitar um maior consumo no futuro. Sendo
fundamental para o bem-estar social das gerações presentes e futuras, o investimento é decidido, numa economia
de mercado, pelas empresas, com base na rentabilidade esperada.
A sua magnitude depende da taxa de juro associada ao financiamento e das expectativas das pessoas relativamente à situação económica futura. Cerca de 95% do investimento consiste na constituição de capital físico (formação bruta de capital fixo), que é o conjunto de recursos físicos que são utilizados para fins produtivos (construções, máquinas, equipamentos). A parcela restante (5%) corresponde à variação das existências das empresas (bens e serviços em processo de fabrico e matérias-primas).
O stock de capital físico existente num dado momento resulta do investimento passado, e está permanentemente sujeito à depreciação devido: à sua utilização (desgaste e avaria); à variação das condições de mercado dos bens de capital (influenciam o seu preço de mercado), e à possível obsolescência. O aumento do stock de capital físico (investimento líquido) é igual à diferença entre o investimento (formação bruta de capital), e as depreciações:
O investimento
representa cerca de 25% do produto de uma economia, sendo a
componente mais volátil da procura agregada. É fortemente pró-cíclico, isto é,
aumenta muito na fase de expansão, e diminui muito na fase de recessão.
É natural que assim seja. Numa recessão,
as necessidades de aumentar o volume de produção são menos prováveis, tal como
a viabilidade da criação de uma nova empresa.
Numa fase de expansão, a procura aumenta, tornando os investimentos mais rentáveis (na criação de novas empresas, ou na expansão e modernização de empresas existentes). Mais de metade da formação bruta de capital fixo corresponde à construção. É também de notar que cerca de 15% do investimento é público.
O Princípio do Acelerador
A teoria do acelerador baseia-se no pressuposto de que as empresas procuram manter uma relação fixa entre o stock de capital e o volume de vendas.
Em termos agregados, este comportamento implica que o investimento seja tal que origine uma determinada razão entre capital e produto na economia. Esta hipótese estende para o curto prazo o facto estilizado de Kaldor que estabelece a estabilidade no longo prazo da razão entre capital e produto.
De acordo com este pressuposto, é de esperar que o investimento líquido, In, seja proporcional à variação do produto, e tanto maior quanto maior for o rácio pretendido entre capital e produto.
Este rácio pretendido, ν, depende da taxa de juro, e de outros factores associados ao custo do capital (como a tributação e os subsídios ao investimento). É razoável considerar que ν assume valores compreendidos entre 2 e 4.
Como as empresas não sabem exactamente qual será a evolução futura das suas vendas, o valor dos seus investimentos baseia-se nas expectativas que tiverem relativamente às vendas futuras. Para prosseguir o estudo da teoria do acelerador, temos de fazer pressupostos acerca da forma como as empresas formam as suas expectativas.
A teoria do acelerador simples
Na versão mais simples da teoria do acelerador, as empresas estimam que as suas vendas no período seguinte serão iguais às que se verificaram no período presente.
O investimento no
período t, que designamos por It, determina o stock de capital
disponível no período seguinte, Kt+1.3 Esse capital determina as possibilidades de
produção em t+1, período no qual as empresas vão tentar satisfazer uma procura,
Yt+1, que é desconhecida.
A teoria do acelerador baseia-se na hipótese de que as empresas pretendem manter constante o rácio entre Kt+1 e Yt+1 (de forma equivalente, entre Kt e Yt).
As empresas decidem os seus investimentos, It, de forma a que o rácio esperado entre
capital e produto (Kt+1 e Yt+1) seja igual ao valor pretendido, ν.
O investimento líquido é, portanto, proporcional à variação do produto entre o período anterior e o presente. A evolução do stock de capital réplica a evolução do produto.
Se supusermos que o capital se deprecia a uma taxa constante, d, as empresas devem ainda substituir o capital depreciado no período presente, d·Kt. O investimento que as empresas decidem fazer em cada período fica dado por:
Por outro lado, também se observa que as flutuações do investimento que esta teoria prevê são de curta duração, e que basta um período para que as empresas restabeleçam o rácio pretendido entre capital e produto. Na realidade, observamos que o investimento pode demorar mais tempo a reagir, e, dependendo do tipo de capital a ser formado, o tempo necessário para equipar as empresas pode ser substancialmente superior.


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