Gestão de Empresas : Técnica Simples de Redução de Risco e Incerteza em Análise de Projectos

Mercado de Ações: Técnica Simples de Redução de Risco e Incerteza em Análise na Gestão de Projetos

Análise de sensibilidade

Podemos introduzir que uma das formas de analisar os possíveis resultados de um investimento é por meio da análise de sensibilidade, que estuda o efeito que a alteração de uma variável de entrada (input) pode ocasionar nos resultados finais (outputs).

No que determina o especialista Marques (2014), a análise de sensibilidade pretende determinar o efeito que a alteração de uma variável poderá provocar nos rendimentos e custos operacionais, usados para estimar os cash-flows, mantendo-se para todas as outras variáveis os valores inicialmente estimados.

A identificação das variáveis que determinam o sucesso do projeto torna-se uma medida muito útil na redução do risco, pois permite reduzir a incerteza através de maiores investimentos de tempo e capital na monitorização dos fenómenos que são essenciais para o sucesso do negócio (Porfírio et al 2004).

Segundo Teixeira (2013), este método consiste em analisar as simulações possíveis para diferentes variáveis económicas ou financeiras que constituem maior incerteza no futuro, identificando os fatores mais importantes para a criação de valor. Por exemplo: preços de venda; custos operacionais; quantidades vendidas; nível de investimento; nível de stocks; prazo médios de recebimento e de pagamento.

A análise de sensibilidade demonstra, portanto, o impacto que tais variações têm sobre a criação de valor do investimento, medida pelo VAL e a TIR, (Soares et al, 2015).

O seu primeiro passo será, portanto, a identificação das variáveis críticas para a rendibilidade do projeto, fazendo-se em seguida uma análise do impacto que terão, sobre o projeto (Saias et al, 2006).

Apesar de a análise de sensibilidade ser uma das técnicas mais utilizadas, poderá ser complementada com a análise de cenários, ajudando a ampliar a capacidade de previsão de mudança na situação econômica.

Análise de Cenários

Uma variante da análise de sensibilidade é a análise de cenários. Essa análise estuda o impacto de uma série de cenários diferentes que a empresa ou o projeto podem vir a deparar-se no futuro, considerando, entretanto, as relações entre as variáveis e suas mudanças simultâneas.

É uma técnica de análise de risco em que as séries de circunstâncias financeiras, boas e más, são comparadas com uma situação mais provável (Weston e Brigham, 2000). Quando uma empresa elabora um projeto de investimento, deve ser construído um conjunto de cenários que se baseia na análise do ambiente externo, na qual procura descrever determinada situação no futuro e que presta atenção às variáveis críticas.

A partir de cada cenário, faz-se uma análise de rendibilidade do investimento (Soares et al, 2015). Assim, a análise de cenários não consiste apenas em modificar algumas variáveis mantendo as restantes constantes, mas sim, reformular todo o estudo de modo a considerar como é que o projeto tenderia a evoluir considerando a possibilidade de uma evolução de mercado favorável e/ou desfavorável ao projeto.

Para perceber o efeito destes acontecimentos sobre o projeto, é calculado para cada um deles um indicador de criação de valor em geral o VAL ou a TIR (Soares et al 2015). Segundo Teixeira, (2013) podem ser criados cenários mais otimistas ou mais pessimistas.

O cenário otimista, permite fazer modificações positivas nas principais variáveis críticas, assumindo valores segundo uma expectativa otimista, originando os resultados máximos do projeto, dentro do que está previsto. O cenário pessimista é composto por alterações que trazem um impacto negativo nos resultados. Este cenário vai-nos mostrar o pior resultado que o projeto pode obter.

Árvores de Decisão

Todavia para Barros (1995), a árvore de decisão é um instrumento de análise que possibilita a visualização de várias opções do desenvolvimento dos projetos. É muito utilizada nas determinações do risco dos projetos de investimento que passam por várias etapas e propicia uma maior visualização das opções e das vantagens financeiras das diversas alternativas de ação.

A resolução clássica de uma árvore de decisão consiste em, começando do seu ponto final, multiplicar o valor de cada ramo pela sua probabilidade, até se chegar à raiz da árvore.

O somatório destes produtos é o valor esperado para a árvore (Picanço et al 2015). Para Silva (2014) nas árvores de decisão utilizam-se geralmente dois tipos de nodos (também designados por nós): nodos de probabilidade que representam os acontecimentos incertos e são geralmente identificados por um círculo, e nodos de decisão, que representam decisões a tomar pelo gestor e são geralmente identificados por um quadrado ou retângulo.

O método da árvore de decisões representa uma tentativa de considerar alternativas que existem de facto ao longo do tempo, num processo de tomada de decisão. Assim é um meio de mostrar a anatomia de um processo de decisão de investimento e de identificar a interação entre a decisão presente, eventos possíveis, ações da concorrência e possíveis decisões futuras e respetivas consequências (Porfírio et al 2004).

Já Neves (2002), aponta os seguintes cuidados a serem tomados na utilização das árvores de decisão: dividir a análise em fases claramente distintas; identificar os pontos de decisão e as alternativas disponíveis; identificar os pontos de incerteza e o tipo de resultados possíveis em cada um desses pontos; estimar os fluxos de caixa associados a cada tipo de resultado referido anteriormente.

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