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O que é o Capital Intelectual (CI) da sua Empresa | Investimento

Como Encontrar o Capital Intelectual (CI) da sua Empresa



A origem do Capital Intelectual está ligada ao surgimento da sociedade do conhecimento. Embora tenha sido sempre relevante para a criação de riqueza, nos últimos anos o CI tem vindo a aumentar o seu valor, tornando-se mais valioso que a matéria-prima e que a força física.

Quando as indicações da bolsa atribuem a uma empresa um valor três, quatro ou mesmo dez vezes superior ao seu valor nominal estão a transmitir uma verdade simples mas profunda. Os bens físicos de uma companhia baseada no conhecimento contribuem muito menos para o valor do seu produto final (ou serviço) do que os bens imateriais – o talento dos seus colaboradores, a eficácia dos seus sistemas de gestão, as modalidades do seu relacionamento com os clientes - tudo isto constitui em conjunto o seu CI.

Já no ponto de vista do grande Stewart (1999), o CI pode ser considerado como a soma do conhecimento de todos os membros de uma empresa, constituindo-o, dessa forma: “[...] o Capital Intelectual é composto por material intelectual - conhecimento, informação, propriedade intelectual, experiência - que pode ser usado para criar riqueza” (Stewart, 1999, pp. 14) .

O Investimento em Capital Humano e a Criação de Valor nas Empresas.

Por outro lado no que diz respeito a duas personalidade da economia, Edvinsson e Malone (1998), referenciados em Mouritsen et al. (2001), servem-se da metáfora da árvore para definirem mais precisamente o conceito em questão. Para estes, uma empresa é como uma árvore, onde a parte visível, expressa pelo tronco, galhos, folhas e frutos, corresponde à parcela da empresa elucidada nas demonstrações financeiras e, consequentemente, de fácil visualização e mensuração.

Em contrapartida, a parte oculta, representada pelas raízes, corresponde aos activos intangíveis ou, então, ao Capital Intelectual. Ainda para estes autores, o Capital Intelectual é um capital não financeiro que representa a lacuna oculta entre o valor de mercado da organização e o seu valor contabilístico, sendo, portanto, a soma do Capital Humano e do Capital Estrutural.

Edvinsson e Malone (1998), referenciados em Mouritsen et al. (2001) vão mais longe e referem que para se compreender os recursos intelectuais de uma empresa tem de se olhar para além dos frutos presentes e para a capacidade de produzir frutos no futuro.

Para Brooking (1996), citado por Bontis (2001, pp.43), o Capital Intelectual pode ser concebido como “...a combinação de activos intangíveis, fruto das mudanças nas áreas de tecnologia da informação, nos media e comunicação, que trazem benefícios intangíveis para as entidades e que capacitam o seu funcionamento”.

Ainda de acordo com o mesmo autor (Brooking, 1996, citado em Bontis, 2001, e Brooking, 1997), esses activos podem ser divididos em quatro diferentes categorias: a) activo de mercado (intangíveis relacionados com o mercado, como, por exemplo, marca, negócios em andamento, lealdade dos clientes); b) activos humanos (intangíveis relacionados com as capacidades dos indivíduos, como criatividade, conhecimento, habilidade para solução de problemas); c) activos de propriedade intelectual (patentes e segredos industriais); 

d) Activos de infra-estrutura (cultura organizacional, tecnologias, metodologias e processos, sistema de informações, aceitação de riscos, banco de dados, etc.). O Investimento em Capital Humano e a Criação de Valor nas Empresas.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE, 1999), citada por Abeysekera e Guthrie (2004) e por Petty et al. (2009), descreve o "Capital Intelectual" como o valor económico de duas categorias de activos intangíveis de uma O Investimento em Capital Humano e a Criação de Valor nas Empresas Capítulo II empresa: a) organizacional ("estrutural" do capital) e b) o Capital Humano.

Edvinsson e Sullivan (1996) preferem definir o Capital Intelectual como o conhecimento que pode ser convertido em valor.

De acordo com Smith e Saint-Onge, do Canadian Imperial Bank of Commerce, (1996), de Edvinsson, da Skandia, e Sullivan (1996), Roos et al. (1998) e Sveiby (1988,
1997, 2002), estes dois últimos citados por Striukova et al. (2008), Bontis (1998),
Johnson (1999) e Bozbura e Beskese (2005), estes últimos citados em Bozbura et al. (2007) o Capital Intelectual é constituído pelo Capital Humano (CH), Capital Estrutural (CE) e Capital de Cliente ou Relacional (CR), que se passará a analisar nas secções seguintes.

 

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