Como Investir no Capital Humano (CH) da sua Empresa
De acordo com Davenport (2001) a expressão Capital Humano surgiu pela primeira vez em 1961, num artigo da American Economic Review intitulado “Investment in Human Capital” [Investimento em Capital Humano] da autoria de Theodore W. Schultz, um Nobel de economia.
Desde então, os economistas adicionaram muitos termos ao conceito de CH. A maioria concorda que o CH abrange capacidade, experiência e conhecimento. Alguns, como Gary Becker (outro Nobel), acrescentam personalidade, aparência, reputação e credenciais. Outros ainda, como o consultor administrativo Richard Crawford, afirmam que o Capital Humano consiste em “pessoas instruídas e capacidades.”
1 Para outros, o Capital Humano é o conhecimento,
habilidades, capacidades e experiência únicas que as pessoas trazem para o
trabalho. O Capital Humano colectivo
de todos os empregados de uma empresa constitui um recurso intangível único e
que o distingue de outras organizações
e fornece a base para a capacidade estratégica
(Lengnick-Hall e Lengnick-Hall, 2003, referido em Lengnick-Hall e
Lengnick-Hall, 2006).
O Capital Humano de acordo com Bontis (2001) é uma das componentes do Capital Intelectual e representa o conjunto de competências, inovações, valores, cultura organizacional, políticas, filosofias de trabalho. É no fundo, o acumulado das capacidades individuais por providenciar soluções aos clientes. Este capital não é de todo possuído pela empresa.
O Capital Humano inclui actividades como a educação, formação no e
fora do local de trabalho, que tendem a aumentar a produtividade dos
trabalhadores de forma complexa: a educação potencia a capacidade de um
trabalhador para adquirir e descodificar informação sobre custos e
características produtivas de outros inputs;
aumenta a capacidade de um trabalhador para lidar com desequilíbrios; faz
aumentar a produtividade porque é complementar com outros inputs da empresa (como capital), permite aos trabalhadores a
adaptação mais rápida às mudanças tecnológicas
(Woodhall, 1987, referido em Aurora Teixeira, 2002).
A teoria do Capital Humano que radica na corrente neoclássica defende que a decisão de investir em Capital Humano pressupõe uma análise custo/benefício assente em expectativas racionais, o que significa que os indivíduos investirão em Capital Humano se os benefícios esperados, a médio e longo prazo, excederem os custos actuais. Ou seja, investirão até a rentabilidade marginal igualar ou exceder os seus custos marginais (Olaniyan e Okemakinde, 2008).
Na obra “Human Capital”, Becker (1993) desenvolveu esta teoria, sendo de destacar a análise efectuada sobre as taxas de retorno do investimento, não só em educação formal mas também em educação não formal.
Como capital, o CH é passível de ser produzido, acumulado e usado ao longo do tempo conforme os interesses do seu detentor. Do exposto se conclui que o CH, que é adquirido desde a educação, formação profissional e ao longo de toda a vida, Learning by doing, é um dos principais responsáveis pelo sucesso da organização e, como tal, urge apostar numa cultura de valorização dos membros da mesma.
%20-da%20sua-%20Empresa.jpg)
%20da%20sua%20Empresa.jpg)
Enviar um comentário