Como Funciona o Período de Recuperação do Investimento (PRI)
Segundo o especialista em economia já dizia que para Megre (2013), o período de recuperação do investimento, que também é conhecido como PAYBACK, pretende determinar o número de exercícios que são necessários para que as receitas de exploração, deduzidas das despesas, equilibrem o montante de capital investido líquido do valor residual, ou seja o tempo necessário para recuperar um investimento. Segundo Soares et al (2015) a sua forma de cálculo é a seguinte:
O PRI, utilizado na avaliação de projetos de investimento, calcula o retorno desde o
arranque do projeto até que o rendimento acumulado iguale o custo do investimento,
momento em que se diz que o investimento está recuperado. Assim, este método indica a rapidez com que o projeto é recuperado, mas não mede a sua rendibilidade (Silva, 1999).
Conforme Barros (2002), este indicador apresenta algumas desvantagens, normalmente o facto de não considerar o que se passa para além do prazo de recuperação do capital investido. Segundo Abecassis e Cabral (2000), é aconselhado usar o método do PRI quando se suspeita ser rápido o período de obsolescência dos equipamentos ou quando se sabe ser limitado o período de exploração e com cenários de elevados riscos.
Quando o PRI é usado em decisões de
aceitar-rejeitar, o critério de decisão é o
seguinte: se o período do PRI for menor que o período do PRI máximo aceitável, aceita-se o
projeto; caso o período do PRI seja maior que o período do PRI máximo aceitável,
rejeita - se o projeto.
A escolha entre o VAL e a TIR
O VAL e a TIR são considerados, pela
generalidade dos autores, os principais critérios
de avaliação de investimentos (Teixeira,
2013). O VAL determina o quanto que
o projeto vai aumentar o valor da empresa.
E a TIR (Taxa Interna de Rendibilidade) visa determinar a remuneração máxima que o projeto pode gerar sem colocar em causa a cobertura do investimento. O projeto torna-se interessante quando a TIR for maior que o custo de capital pretendido (Teixeira, 2013).
Nalgumas situações, estes métodos originam resultados discrepantes quanto à decisão de aceitar ou não o projeto em causa (Silva,1999). Como decidir? Em virtude de o VAL evidenciar o valor financeiro que o projeto gera, enquanto a TIR apenas nos dá uma rendibilidade (e uma rendibilidade de nada, é nada) deverá ser dada prioridade ao primeiro indicador, uma vez que, nos mostra o valor real da riqueza que irá ser criada com a realização do investimento.
Um projeto
com TIR superior a taxa de atualização, mostra que o projeto é criador de
riqueza em termos percentuais para os
investidores, mas não diz o quanto; já um projeto com VAL positivo, mostra que
o projeto é criador de riqueza para os investidores e assim evidencia o valor
monetário criado. Desta maneira o método
do VAL está alinhado com o conceito de criação de valor para o investidor.
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